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Precariedade do asfalto prejudica trânsito na RS-122, entre Antônio Prado e Vacaria

29/07/2010 - Precariedade do asfalto prejudica trânsito na RS-122, entre Antônio Prado e Vacaria

O protesto pela melhora nas condições da RS-122, em Campestre da Serra, alertou para a situação crítica de alguns trechos da rodovia. Na manhã de quarta-feira, líderes de Antônio Prado, Campestre da Serra e Vacaria bloquearam o trânsito na altura do Km 159. A manifestação reuniu cerca de 50 pessoas durante quase duas horas. O protesto pacífico foi acompanhado pelo Grupo Rodoviário da Brigada Militar de Farroupilha e não teve maiores problemas.

Dizer que o trecho não pedagiado da RS-122, entre Antônio Prado e o entroncamento com a BR-116, em Vacaria, enfrenta problemas não é nenhuma novidade. Em maio deste ano, o Pioneiro publicou a última matéria sobre o assunto, mostrando os resultados da recapagem feita pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). As condições melhoraram, e as placas do governo estadual comemorando a realização continuam lá, mas muitos trechos ainda seguem dificultando a vida dos usuários. Além da qualidade do asfalto, com buracos e muitas ondulações, também há problema com a falta de acostamento contínuo e sinalização deficiente ao longo de aproximadamente 40 quilômetros.

A situação é parecida com outras estradas administradas pelo governo estadual na região, como a Rota do Sol e o trecho da RS-122, entre Farroupilha e São Vendelino.

Para fechar a pista no protesto de ontem, os manifestantes usaram calotas de carros encontradas ao longo da rodovia, amarradas por uma corda. Um símbolo dos problemas vistos na rodovia. Um dos organizadores foi o comerciante Onei Miguel Soares, 55. Ex-caminhoneiro, hoje ele é dono de uma tenda às margens da RS-122, em Campestre da Serra. A ideia de trancar o trânsito teve duas motivações. A primeira, comercial. A situação precária da rodovia faz muitos caminhoneiros optarem pela BR-116, pedagiada e em melhores condições, diminuindo o movimento na sua tenda. A segunda, a solidariedade com os usuários e ex-colegas de profissão. Ele diz ser comum receber pedidos de ajuda de motoristas com problemas nos veículos ou socorrer vítimas de acidentes.

Ontem, após o protesto, um caminhão do Daer percorreu o trecho entre Antônio Prado e o km 159, em Campestre da Serra, local da manifestação, para tapar os maiores buracos da pista.

CONTRAPONTO

Por meio da assessoria de imprensa, o Daer informou que assinará contrato nos próximos dias para a realização de serviços de manutenção e conservação de rodovias da Serra. O contrato será válido por 24 meses e tem valor de R$ 9,8 milhões para os próximos dois anos, sendo R$ 1,5 milhão até o final de 2010. Dentre as obras previstas, está a realização de remendos (solução considerada duradoura) na estrada entre Ipê e Vacaria.

Fonte/foto: Pioneiro

 



 
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