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Caminhões fazem carreata contra rodízio e quarentena em SP; 15 são multados por buzinaço em frente a hospitais

A Secretaria de Mobilidade e Transportes informou que outro grupo de caminhoneiros será multado por infringir a zona máxima de restrição de SP, que proíbe a circulação de caminhões no centro expandido durante o dia e voltou a vigorar nesta segunda-feira (11).

Caminhoneiros contrários ao rodízio ampliado de veículos na capital paulistae a prorrogação da quarentena no estado de São Paulo realizam nesta segunda-feira (11) uma carreata de protesto na cidade. Eles promoveram um buzinaço na Avenida Rebouças, perto de três hospitais: Incor, Hospital das Clínicas e Emílio Ribas. Agora, ocupam a Avenida Paulista.

Por causa do buzinaço, a Secretaria de Mobilidade e Transportes de São Paulo informou que 15 desses caminhoneiros foram multados. Outro grupo também será multado por infringir a zona máxima de restrição, que proíbe a circulação de caminhões no centro expandido durante o dia e voltou a vigorar nesta segunda-feira (11).

Os caminhoneiros saíram de Barueri, na Grande São Paulo, e percorreram as duas marginais e outras vias importantes da capital paulista.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), o objetivo do grupo era o de encerrar o ato em frente à Prefeitura de São Paulo. Mas, segundo os organizadores da manifestação, eles desistiram da ideia a pedido dos policiais, que teriam sugerido que o Viaduto do Chá não suportaria o peso dos cerca de 30 caminhões que participam do ato.

Eles ocuparam a Av. Paulista por 1h30 no sentido Paraíso. Segundo a PM, a manifestação faria o retorno na Av. Paulista, e desceria a Rebouças no sentido à Marginal Pinheiros e depois passariam pela Marginal Tietê, seguindo, finalmente para a Rodovia Castello Branco.

Durante a carreata, os veículos carregavam bandeiras do Brasil e do estado de São Paulo. Um caminhão guincho transportava um caixão com imagens do prefeito Bruno Covas e do governador João Doria, ambos do PSDB.

De acordo com os representantes da categoria dos caminhoneiros, a ampliação do rodízio e a extensão da quarentena atrapalha o trabalho deles.

Por meio de nota, o governo do estado disse, porém, que não impõe restrições ao trabalho dos caminhoneiros e que, pelo contrário, foi criada uma força-tarefa, no início da pandemia, para ajudar a categoria a manter os serviços nas rodovias paulistas.

Alguns caminhoneiros que aparecem nos vídeos do ato demonstram apoio a Jair Bolsonaro (sem partido), usando camisetas e faixas com a imagem ou o nome do presidente, que já demonstrou publicamente ser contrário ao isolamento social no atual modelo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as recomendações de distanciamento social ainda são as medidas mais eficazes para evitar a propagação da Covid-19.