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Caminhoneira brasileira que trabalha na Europa encontrou imigrantes escondidos no veículo

G1

Toda semana Patricia Barreira passa em Paris. Vai direto à Inglaterra. Mora em Portugal e na Espanha. Parece glamoroso, mas é uma rotina dura.

A brasileira de 41 anos trabalha como caminhoneira na Europa e registra a rotina em vídeos no YouTube, onde mostra como é dirigir na neve, se comunicar “na base da mímica”… tudo em busca de uma vida melhor.

A Torre Eiffel, mesmo, só viu uma vez. Nunca parou na base do Big Ben nem passeou por outros cartões-postais de Londres. Mesmo assim, vale a pena, afirma.

dirigindo

Patricia não tinha nem habilitação para carro quando decidiu trabalhar com caminhão (Foto: Reprodução/YouTube)

Especial: G1 conta a história de caminhoneiras youtubers

Ela e o marido são contratados como um casal, para se revezarem na direção de um caminhão frigorífico por uma empresa que presta serviços na Espanha. Há 12 anos trabalham no ramo. Há 17 se mudaram para Portugal.

De carona era ‘chato’

Nascida no Rio – daí o nome do canal de vídeos – ela era professora no Espírito Santo e percebeu que teria muita burocracia para seguir na mesma profissão no país europeu.

O marido, Xibli, começou primeiro a trabalhar com caminhões em Portugal. Ela foi para uma fábrica na área de costura. “Aqui comecei a me interessar. Quando saí do Brasil nem carro eu conduzia”, lembra.

Começou como acompanhante do marido e achou chato ficar só de carona: “Dava sono, fome… Eu disse que só voltava quando tivesse a minha carta”.

Depois de tirar habilitação para carro no Brasil, fez o processo para dirigir caminhão em Portugal. Primeiro veio uma prova de mecânica; depois, a prática. É preciso fazer um curso de atualização a cada 5 anos, sob pena de multa “de mil euros”, afirma.

11 dentro do frigorífico

Patricia já trabalhava no ramo quando a Europa recebeu milhares de imigrantes ilegais, em 2015. A cidade francesa de Calais virou foco dos que aguardavam uma oportunidade de cruzar o Canal da Mancha rumo ao Reino Unido. O local onde acamparam foi apelidado de ‘Selva de Calais’.

Regras de descanso

A brasileira já estava acostumada com o rigor das regras na região. Os limites de jornada para os motoristas, por exemplo, ajudaram que ela e o marido encontrassem trabalho.

Na empresa para a qual prestam serviço, há outros 5 casais trabalhando juntos. Eles têm prioridade, inclusive, para receber caminhões novos.

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