Dilma: cooperação internacional permite encurtar caminho para soluções sobre segurança no trânsito

Durante a abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, nesta quarta-feira (18), a presidenta Dilma Rousseff avaliou que a cooperação internacional “permite identificar desafios comuns, encurtando o caminho para soluções também comuns”. Estão reunidas em Brasília delegações de mais de 120 países representando governos e sociedade civil para discutir sobre o tema da segurança no trânsito, um desafio em todo o mundo.

Brasília - DF, 18/11/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasília – DF, 18/11/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Números da Organização Mundial da Saúde (OMS) preveem um crescimento mundial de 30% dos acidentes fatais no trânsito até 2030. Os países em desenvolvimento têm papel fundamental nesse processo, uma vez que respondem por mais de 90% das mortes, ainda que neles circule apenas 54% da frota.

A presidenta afirmou aos presentes que o tema requer soluções construídas coletivamente, com responsabilidade primária dos governos.

“É responsabilidade dos governos engajar-se nos debates do fórum da ONU para harmonização da regulamentação de veículos”.

Ela ressaltou que também é essencial aporte da sociedade civil, incluindo a indústria.

“É fundamental que a indústria automobilística incorpore tecnologias de segurança nas linhas de produção em todo o mundo. É fundamental que se padronizem equipamentos, como é o caso dos capacetes”.

De acordo com a presidenta, a metade da Década de Ação das Nações Unidas pela Segurança no Trânsito (2011-2020), é o momento para realizar um balanço nos resultados alcançados e para avançar na redução do número de mortes nos próximos cinco anos.

Ações bem-sucedidas no Brasil
A segurança no trânsito compõe um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, parte da Agenda 2030 ratificada pelo Brasil durante a Assembleia Geral da ONU deste ano. Dilma demonstrou que o País está empenhado em promover a mobilidade segura de todos os cidadãos, especialmente dos mais vulneráveis, os mais expostos ao tráfego pesado. Ela citou exemplos bem sucedidos, como a Lei Seca, que entre 2012 e 2013, contribuiu para diminuir as mortes em 6%.

“Ainda é muito elevada a morte por causas relativas ao uso de álcool”, ponderou a presidenta. Contudo, ela apontou que “é a primeira redução consistente após mais de uma década de aumento”.

Dilma elencou outras medidas que o Brasil adotou nos últimos anos para melhorar a segurança no trânsito.

“Tornamos obrigatório o uso do dispositivo para retenção de crianças, do airbag frontal e do freio ABS. Criamos a Política Nacional da Mobilidade Urbana e a Política Nacional de Trânsito. O uso obrigatório do cinto de segurança foi, de uma certa forma, uma conquista das crianças brasileiras que persuadiam seus pais a usá-lo”, disse.

Ela citou também a criação em 2011 do Programa Parada – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, que promove ação de mobilização e educação e a preparação para atendimento médico emergencial proporcionado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, cuja cobertura alcança cerca de 150 milhões de cidadãos em 2.291 municípios.

Em seu discurso, Dilma também destacou que a prevenção dos acidentes no trânsito também resulta em benefícios secundários, como evitar a perda de bens e a redução os custos com saúde. Os prejuízos causados por acidentes são estimados em 3% do PIB mundial, cifra que chega a 5% nos países em desenvolvimento.

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