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DINHEIRO E TAGS SÃO AS ÚNICAS FORMAS DE COBRANÇA NOS PEDÁGIOS PAULISTAS

De acordo com a Artesp, concessionárias não são obrigadas a oferecer outras formas de pagamento

Cair na estrada requer planejamento. E o cuidado com os carros é o que as pessoas mais se lembram. No entanto, é preciso considerar outras despesas, que vão além da revisão do carro, alimentação, combustível e hospedagem; são os gastos com os pedágios.

Quem sai de Araraquara (SP) com destino à capital paulista, por exemplo, não pode esquecer que vai encontrar seis praças de pedágio pela frente e terá de desembolsar algo em torno de R$ 50.

A cobrança é feita pelas concessionárias que administram as rodovias paulistas e deve ser paga em dinheiro, vale-pedágio ou pelo sistema de cobrança automática. Mas e se na hora faltar dinheiro? Cada concessionária age de uma forma.

De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), contratualmente estão previstas, as cobranças manual e automática, esta última por meio de tags.

Não tem obrigação

O que muita gente não sabe é que não há obrigatoriedade da emissão de boleto. Tendo as concessionárias a liberdade de adotar as medidas que acharem pertinentes nestes casos.

Na praça do pedágio da Rodovia Antônio Machado Sant´Anna (SP-255), entre Araraquara e Ribeirão Preto, a tarifa é de R$ 12,40, nos dois sentidos.

Em contato com o 0800 da concessionária Via Paulista, responsável pelo trecho, e recebeu a seguinte orientação. “A pessoa não pode passar sem pagar, neste caso, fica sujeito a multa por evasão”.

Em seguida, conversamos com o gerente operacional da concessionária, Marcos Carneiro. Ele lembrou que existe outra forma de seguir viagem, como o pagamento na próxima praça do pedágio. “Emitimos um recibo que pode ser pago na próxima praça do pedágio”, explica.

Boleto

Agora, se o destino não for muito longe, como Matão, optar por fazer o caminho por Bueno de Andrada pode sair mais barato, R$ 4 e num único sentido. Sem o dinheiro, o motorista tem a opção de imprimir um boleto e fazer o pagamento em até 48 horas.

Segundo a Coordenadoria de Mobilidade Urbana de Araraquara, que administra a praça, o pagamento deve ser feito dentro deste prazo e no próprio pedágio, caso contrário, o condutor é autuado pela guarda municipal pela infração.

Quem escolher o mesmo destino, mas optar pela Rodovia Washington Luís (SP-31) vai pagar um pouco mais caro. A cobrança é de R$ 16,90, nos dois sentidos. Quando o condutor liga no 0800 da concessionária responsável, recebe a seguinte orientação. “Não temos nenhuma outra forma de pagamento. Se não tiver dinheiro, o motorista é liberado e recebe uma multa por evasão”, diz ele.

Por meio de nota, a concessionária informou que existem outras formas pra realizar o pagamento, como cheque e o cupom que o usuário utiliza como moeda de pagamento. Se ele não possuir nenhuma das alternativas, não há opção de pagamento posterior e assim fica caracterizada a evasão de pedágio.

Evasão

Seguir viagem sem pagar é mais comum do que se imagina. Na semana passada, um caminhoneiro de 34 anos, foi detido por passar pelo pedágio sem pagar.

A Artesp registrou 1,6 milhão de casos em 2018. O número é 30% menor em relação ao ano anterior, mas, segundo a agência, ainda é alto. Este ano já foram mais de 730 mil ocorrências.

Na praça do pedágio da rodovia Washington Luís (SP-310), em Araraquara, as evasões possuem baixa representatividade, segundo a concessionária responsável, que não divulgou os números.

De acordo com Marcos Carneiro, gerente operacional da Via Paulista, que administra a Rodovia Antônio Machado Sant’Anna (SP-255), o número de evasão é 0,1% do total de veículos que passam pelos trechos sob concessão da empresa.

Vale lembrar que furar o pedágio é infração, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que estabelece multa de R$ 195 e a perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Fonte: Estradas com A Cidade On