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Seis meses depois da volta dos pedágios na freeway, asfalto apresenta fissuras e ranhuras, mas buracos são exceções

Circulam, em média, na rodovia 110 mil veículos diariamente

Seis meses depois da reativação dos pedágios na freeway, o nível de conservação do asfalto oscila ao longo dos 96 quilômetros entre Osório Porto Alegre. A degradação se intensifica em alguns trechos, como nos km 43 e 49, sobretudo na faixa da direita, destinada a veículos pesados. Buracos são exceções, mas as fissuras e ranhuras incomodam quem trafega pela rodovia. Por outro lado, não há o que reclamar da sinalização, da capina e do recolhimento do lixo, amontoado pelas laterais da rodovia antes da CCR ViaSul assumir o trecho, em 15 de fevereiro deste ano.

A principal via que liga a Capital ao Litoral Norte e por onde circulam, em média, 110 mil veículos diariamente, garantiu ao grupo paulista arrecadação de R$ 66,6 milhões nos primeiros seis meses. Conforme a empresa, o investimento alcançou a cifra de R$ 81,8 milhões. 

O déficit é explicado, em parte, por aquisição de equipamentos duráveis, como guinchos, ambulâncias e veículos de inspeção. Foram registrados, até esta quarta-feira (14), 507 acidentes, 392 atendimentos médicos e 26,7 mil ligações para o 0800.

A reportagem percorreu a rodovia nesta quarta e encontrou motoristas satisfeitos com os serviços mecânicos, médico e de controle de tráfego. Só por isso, já vale pagar a taxa de R$ 4,40 em Gravataí e de R$ 8,80 em Santo Antônio da Patrulha, considera o comerciante Luiz Carlos Rocha, 60 anos. 

O morador de Canoas trafega todo o dia pela freeway e diz sentir-se mais seguro de fevereiro para cá:

— Naquele período em que ficou a cargo do governo, evitava andar por aqui. Achava perigoso. Ia atalhando por dentro das cidades — comentou.

Caminhoneiro há 30 anos, Fernando Gadelia, 62 anos, concorda que a situação melhorou e elogia a limpeza e a iluminação à noite, mas critica a deterioração das pistas. 

— Pelo preço que pagamos, não poderia estar assim — sublinha.

Questionada se o ritmo de recuperação do asfalto acompanha a velocidade de degradação, a CCR respondeu que “durante o primeiro ano, o contrato de concessão prevê os trabalhos iniciais de recuperação no pavimento, que são intervenções mais superficiais e emergenciais, localizadas. A restauração mais profunda do pavimento está prevista para se iniciar em fevereiro de 2021”. No percurso, a reportagem encontrou duas equipes tapando buracos e outra cortando a grama da margem direita.

Antes, a Triunfo Concepa atuou na rodovia por 21 anos.

Rodovia apresenta pontos com fissuras e ranhurasOmar Freitas / Agencia RBS

Pedágios na freeway foram instalados há seis mesesOmar Freitas / Agencia RBS

Há pelo menos dois pontos da rodovia com obrasOmar Freitas / Agencia RBS1 / 4

Serviços prestados

  • Atendimento médico e mecânico, monitoramento permanente de tráfego e canal de comunicação para informações e emergências. 
  • O Disque CCR ViaSul funciona no número 0800-000-0290.
  •  A freeway conta, também, com três bases operacionais – em Santo Antônio da Patrulha, Glorinha e Gravataí – e um Serviço de Atendimento ao Usuário. As operações estão disponíveis 24h por dia.
  • Há 13 veículos operacionais disponíveis, sendo duas ambulâncias de atendimento pré-hospitalar, uma UTI, quatro guinchos leves, um guincho pesado, três veículos de inspeção, um caminhão-pipa e um caminhão boiadeiro.
  • Em até 36 meses, as quatro rodovias sob a administração da CCR ViaSul (BRs 101, 290, 386 e 448) serão monitoradas por mais de 1,1 mil câmeras, com 100% de cobertura do trecho concedido e sistema interligado com a polícia rodoviária federal.
  • Conforme contrato de concessão, até fevereiro do ano que vem, serão implantados 20 controladores de velocidade nas quatro rodovias.